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Navegar num mar de letras

Um blogue que permitirá, aos seus autores, navegar pelas letras contando algumas histórias. E dedicado a quem ainda tem paciência para ler pessoas que gostam de andar por aí sem bússola.

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Um blogue que permitirá, aos seus autores, navegar pelas letras contando algumas histórias. E dedicado a quem ainda tem paciência para ler pessoas que gostam de andar por aí sem bússola.

Constantina, a sonhadora II

por Cris, em 30.07.15

Aonde é que eu ía? Ah, o Catarino Presente.

 

Pronto, marcada a consulta, por muita insistência dos pais, Constantina sentia um nervosismo crescente, à medida que a data se aproximava. Tinha até deixado de sonhar tanto, o que deixou os seus pais ainda mais apreensivos e a questionar-se se tinham tomado a opção certa.

No dia da famigerada, lá se arrastou Constantina, sem muita vontade, ao consultório do dr. Presente. E, quando o viu, ficou boquiaberta e disse com a voz a tremer:

- Eu já o conheço

- Pois, é natural, por vezes saiem fotos minhas em artigos de jornais. - respondeu Catarino, visivelmente perturbado com a aparição que tinha à sua frente.

- Não, - insistiu Constantina - é o senhor que me aparece nos sonhos!

- Eu?

- Sim!

 

(continua)

Constantina, a sonhadora I*

por Cris, em 11.07.15

Constantina vivia no mundo da lua, o que quer que isso queira dizer, já que nunca ninguém viveu na lua. Sonhava acordada, fantasiava constantemente. Era vê-la de olhar perdido, com ou sem livro no regaço, pelos cantos da casa e no jardim. Era como se não tivesse raízes, como se estivesse cá, mas sempre lá, noutra dimensão. Os seus pais, inicialmente, deram liberdade a estes devaneios, mas, com o passar do tempo, começaram a preocupar-se. Muito. É que Constantina não tinha amigos, não saía de casa, nunca a viram apaixonar-se, era um ser estranho.

 

- Temos que fazer alguma coisa, dizia a Mãe para o Pai. Acho que a devemos levar ao médico.

 

- Mas a que tipo de médico? Além disso, não quero que a minha filha seja dada como louca, porque não me parece que o seja. É apenas um pouco mais sonhadora do que o normal - respondeu o Pai.

 

Decidiram, contudo, procurar um especialista em psicologia onírica. E é aqui que entra em cena o Dr. Catarino Presente.

 

(continua)

 

*Qualquer semelhança com o Constantino, é pura coincidência...

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